Sorriso: após recusa médica, PM auxilia para criança receber atendimento em Hospital Regional -

Mato Grosso

Publicado em: 06/12/2017 às 08:43:00 Autor: Fonte: PORTAL DE SORRISO

Após sair da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), ir para uma unidade médica particular e ao Hospital Regional de Sorriso (HRS) sem receber atendimento para a filha doente, de 2 anos, um pai se desesperou e pediu o auxílio da Polícia Militar. O caso foi registrado na noite dessa terça-feira (5).

O pai da criança, Arineldo Rodrigues Melo, informou que a filha está entre idas e voltas da UPA há cerca de 30 dias, onde a criança é medicada, mas o problema não é solucionado.

No local, segundo a família, os médicos alegam que a menina foi diagnosticada apenas com virose. “A minha filha está há mais de 40 dias com diarreia. Só que durante à noite quando fomos dar banho dela saiu como se fosse as tripas dela, ficamos desesperados”, contou o pai.

Por conta da gravidade do caso, o homem levou a filha para um hospital particular, onde foi indicado a ir para o Hospital Regional, já que no local não havia pediatra de plantão. “Viram a minha filha desfalecida e cobraram R$ 300 para ela ser atendida por um clínico-geral. Aí disseram que era melhor irmos para o Hospital Regional”.

Sem atendimento na UPA e no hospital particular, o pai foi às pressas para o Hospital Regional de Sorriso. Ele afirma que lá o médico recusou atendimento por falta de encaminhamento expedido pela Unidade de Pronto Atendimento. No local, a família discutiu com o médico plantonista após ele se afirmar que não atenderia a criança sem o documento emitido pela UPA.

“Um médico vendo minha filha desfalecida não a atendeu. Que saúde é essa? Fico sentido de ver a minha filha do jeito que está, eu rodar a noite inteira e chegar no hospital e pegar um médico que nem quis ver a criança. Disseram que se ela estivesse morrendo é que atenderia [sem encaminhamento da UPA]”, lamentou o pai.

Desesperado, o homem acionou a Polícia Militar para que todos fossem à UPA e finalmente conseguissem o encaminhamento para a criança ser atendida no Hospital Regional de Sorriso. “Foi preciso que a minha filha fosse socorrida por uma viatura militar, que precisou intervir, para irmos à UPA e conseguir o encaminhamento. Isso é um absurdo”.

Segundo os atendentes do Hospital Regional, os atendimentos especializados (em pediatria, por exemplo) estão escassos, sendo necessário o encaminhamento do município (via UPA).

Já na UPA, o médico plantonista disse à equipe do Cidade Alerta que os encaminhamentos só estão sendo emitidos para “pacientes que apresentam casos graves”. O clínico-geral declarou que não tem competência para diagnosticar e tratar o quadro clínico da criança, sendo necessário o atendimento por um pediatra.

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