Tribunal mantém 52 anos de prisão para falso pastor por latrocínio de casal e incêndio em Novo Mundo -

Policia

Publicado em: 07/12/2017 às 08:00:00 Autor: HEBERT DE SOUZA Fonte: SÓ NOTÍCIAS

Os desembargadores da Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça não acataram o pedido da defesa para diminuir a pena de Josemar Ribeiro de Souza. Ele foi condenado, em maio deste ano, a 48 anos de prisão pelo latrocínio do casal de idosos Antônio Romão Sorrilha, 69 anos, e Maria Munhoz, em uma propriedade rural, no município de Novo Mundo. Na ocasião, o homem, que se apresentava como pastor de uma igreja evangélica, foi sentenciado a mais 4 anos de cadeia por incendiar a residência das vítimas após o crime.

A defesa recorreu da sentença em regime fechado fixada pelo juiz da Vara Única da Comarca de Guarantã do Norte, Diego Hartmann, alegando que apenas o patrimônio de Antônio “sofreu lesão, e que o fato de ter havido duas mortes deve ser analisado na primeira fase da dosimetria, mais especificamente, na variável da culpabilidade, e por esse motivo, deve ser reconhecida a existência do crime único”.

Tal como o Ministério Público, os desembargadores não acataram os argumentos. O relator do processo, desembargador Luiz Ferreira da Silva, ressaltou que Hartmann “agiu corretamente quanto à configuração do concurso formal impróprio de delitos, porquanto embora tenha havido uma só ação, esta foi composta de vários atos, estando caracterizado, portanto, o crime patrimonial narrado na denúncia, em concurso formal impróprio, eis que o apelante desejava praticar mais de um latrocínio, tendo em cada um deles consciência e vontade, na medida em que enforcou as duas vítimas”.

Ainda cabe recurso contra a decisão.

Conforme Só Notícias já informou, os assassinatos ocorreram no dia 14 de abril do ano passado, em uma propriedade localizada às margens da MT-419, na estrada da balsa do rio Teles Pires. A Polícia Civil apurou que Josemar foi até a casa das vítimas para cobrar uma suposta dívida. Antônio se negou a pagar, quando o falso pastor anunciou que estava armado. Ele conduziu a mulher de Antônio, Maria Munhoz até um quarto. Em seguida, foi até o idoso, o amarrou e o enforcou. Depois voltou ao quarto, amarrou a mulher e também a enforcou.

Em seguida, se apossou do cartão bancário e da motocicleta das vítimas, e fugiu. Ele acabou retornando três dias depois. O homem confessou que jogou gasolina em um colchão e ateou fogo. O objetivo era dificultar as investigações. Depois, fugiu para Guarantã do Norte, levando ainda mais uma espingarda da vítima.

Em posse do cartão de Antônio, Josemar efetuou quatro saques no valor de R$ 1,5 mil, totalizando R$ 6 mil. Ele também fez três transferências bancárias no valor de R$ 3 mil, cada, além de compras no débito.

Josemar foi preso pela Polícia Civil em junho do ano passado, em um hotel na cidade de São José do Rio Claro, no Médio-Norte. Segundo as investigações da delegacia da Polícia Civil de Guarantã do Norte, ele escolhia suas vítimas, todas idosas, entre sitiantes da zona rural da região Norte. Depois de conquistar a simpatia delas, roubava, matava e queimava os corpos para dificultar a identificação e a investigação.

O falso pastor também é acusado de matar o aposentado José Antônio Pires, e o sitiante João Juscelino Martins da Silva. 

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