Apoio dá a centrão papel de fiador das medidas propostas por Alckmin -

Política

Publicado em: 20/07/2018 às 07:21:00 Autor: IGOR MELLO Fonte: O GLOBO

Tucano promete implantar agenda reformista como propôs Michel Temer ao assumir à Presidência

O apoio à candidatura de Geraldo Alckmin dá ao centrão o papel de fiador das medidas propostas pelo tucano, sobretudo na área econômica, na qual promete implantar uma agenda reformista - em parte seguindo aquilo que foi proposto pelo presidente Michel Temer ao assumir o cargo. Temer contou com o apoio dos partidos do Centrão para aprovar o teto de gastos, a reforma trabalhista e a Lei da Terceirização, mas acabou abandonando a reforma da Previdência ao ver sua base de sustenção no Congresso ruir.
Uma das propostas de Alckmin para retomar o crescimento econômico é reorientar o papel da Petrobras. Hoje envolvida em atividades de exploração, pesquisa, refino e distribuição, a estatal terá sua participação no setor diminuída em um eventual governo tucano: Alckmin promete não privatizar a Petrobras, mas quer que a empresa foque suas atividades na prospecção de campos do pré-sal, vendendo participações no pós-sal e deixando a distribuição de combustíveis. A proposta segue na linha do que foi aprovado no Congresso durante o governo Temer, que extinguiu a participação obrigatória da estatal na exploração de novos campos.

Alckmin também se propõe a privatizar estatais. Entre suas propostas para a área econômica também se destacam um ajuste fiscal focado na redução de despesa e a manutenção do teto de gastos.

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Já na Segurança Pública, o tucano propõe endurecer as penas. Alckmin, que já defendeu a redução da maioridade penal, chegou a apresentar ao Congresso um projeto aumentando de três para oito anos o tempo de internação de menores em caso de atos infracionais análogos a crimes hediondos. A proposta deve ser defendida por ele durante a campanha. O ex-governador de São Paulo, na esteira do crescimento de Jair Bolsonaro (PSL), propôs facilitar o acesso a armas no campo. Também quer criar uma nova agência de inteligência e ampliar as parcerias público-privadas para a construção de novas unidades prisionais, além de repassar mais recursos da área de Segurança para os municípios.

Na política externa, Alckmin promete manter, em linhas gerais, a orientação do Itamary sob Temer - cujo chanceler foi o tucano Aloysio Nunes. Em entrevista ao "Valor Econômico", o embaixador Rubens Barbosa, coordenador do programa do tucano para política externa, disse que sua gestão deve investir na possibilidade do Brasil ingressar no futuro na Parceria Transpacífico (TPP), um acordo celebrado em 2015 por doze países, como o Japão. Órgãos regionais, como a Unasul, ficariam em segundo plano.



 

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