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Alunos fazem instrumentos musicais com latas e formam fanfarra em escola pública de MT

Alunos fazem instrumentos musicais com latas e formam fanfarra em escola pública de MT

  • 29/11/2019
  • G1 MT

Estudantes da Escola Estadual Plena Daury Riva, em Juara, criaram a 'Fanfarra bate-latas'. Foram usadas latas de tinta e óleo lubrificante, barris e canos de PVC.

 

Os alunos da Escola Estadual Daury Riva, em Juara, a 690 km de Cuiabá, fizeram instrumentos musicais com materiais reciclados. A ideia partiu de um professor que incentivou os alunos e juntos criaram a 'Fanfarra bate-latas'. O projeto iniciou neste ano e a escola pretende continuar com a atividade.

Segundo Dirlei Perin, diretor da escola, foram usados materiais recicláveis, como latas de tintas e barris de óleo lubrificante e pedaços de cano em PVC, para fabricar os instrumentos.

Os materiais tinham sido utilizados em oficinas e na construção civil. A ideia partiu do professor Rubens Queiroz que já desenvolvia o trabalho em outras escolas.

O diretor explicou que as latas representa as caixinhas ou repiques, os galões de lubrificantes representam os surdos e as flautas estão sendo construídas com os canos plásticos.

Segundo Rubens Queiroz, professor e instrutor da fanfarra, o projeto nasceu na ideia de criar uma fanfarra, porque já era instrutor há um tempo na cidade e atuando em outras escolas.

No entanto, notando que os alunos gostavam de música, ele desenvolveu a atividade musical com a adaptação por meio dos materiais reciclados.

O professor disse que os alunos melhoraram o desempenho depois da formação da fanfarra. “Está dando muito certo, pois está ajudando alunos nas disciplinas, na coordenação motora e no raciocínio rápido e lógico. Eles estão todos empolgados, ainda mais agora que começamos a confeccionar flautas com cano PVC. Eles gostam muito”, explicou.

De acordo com especialistas, por meio da música o aluno consegue desenvolver as capacidades cognitivas, emocionais e psíquicas, assim contribuindo na formação na disciplina e se ocupando no período integral dentro da escola. O projeto é desenvolvido com estudantes do 3º ao 5º ano do ensino fundamental, de acordo com o diretor.

O aluno João Matheus de 10 anos contou que sempre teve vontade de tocar em uma fanfarra e que na escola eu teve a oportunidade. “Apesar de não ter os equipamentos adequados, nós conseguimos construir nossa fanfarra com latas e tambores de plásticos. Nós estamos participando de eventos pela cidade e essa experiência está sendo muito legal para mim”, disse.

O diretor disse que a escola não tem condições financeiras para comprar instrumentos musicais adequados para compor melhorar ajudar a fanfarra.

Os recursos que recebe do governo é insuficiente para poder adquirir os instrumentos necessários para uma fanfarra profissional. A escola pretende fazer alguma campanha ou pedir patrocínios para conseguir arrecadar recursos e investir na banda escolar.

Dirlei manifestou que aos poucos e com dedicação a escola vai conseguir realizar o sonho de formar uma fanfarra com equipamentos adequados e profissionais.

Segundo ele, a atividade artística e musical contribuiu para o horário escolar, pois a instituição faz parte do projeto da escola plena - que funciona em período integral-, e que os alunos gostaram muito e estão totalmente engajados.

 

“Material humano temos, o que falta são recursos financeiros para adquirir equipamentos adequados do tipo, surdos, caixas, repiques, bombo, prato, lira, atabaque, meia lua, entre outros necessários. A ideia é continuar com a bate-latas que caiu no gosto da comunidade e temos o sonho de ter uma banda na escola. Se conseguirmos isso motivará mais os alunos e toda a sociedade ganha”, declarou o diretor.

 

Dirlei contou ao G1 que os alunos são super motivados e ficam empolgados com as aulas de música e na criação dos instrumentos. Ele atribui o resultado positivo no processo de criação e na prática, pois os estudantes constroem os próprios instrumentos que aprendem a usar. “Eles [alunos] ficam maravilhados com tudo, é muito bonito vê-los animados e tocando”, declarou.

Naira Gabriely, de 10 anos, nunca tinha feito aulas de música e participado de um projeto como esse, mas que ao entrar na escola gostou muito. “Quando cheguei aqui fiquei encantada, pois adoro música, cantar e dançar. Foi maravilhoso, mas precisamos de instrumentos adequados para melhorar nossa educação musical. É maravilhoso”, disse a aluna.

O projeto é coordenado por dois professores da escola, Rubens Queiroz e Maria Edirlene que são responsáveis por desenvolver “fanfarra bate-latas”. A iniciativa contribui com o meio ambiente transformando materiais descartados em produtos recicláveis e objetos utilizados socialmente. O projeto iniciou neste ano e a escola pretende continuar com a atividade.

A escola avalia que o envolvimento dos alunos com o trabalho da fanfarra trouxe ganhos pessoais aos estudantes. Eles demonstraram domínio aos ritmos musicais, à interação, a autodisciplina e reflexão. As atividades contribuíram para a melhoria da aprendizagem, nas habilidades de leitura e escrita, além de ampliar a capacidade de interação social fazendo-os conhecer e respeitar à diversidade.

De acordo com o diretor da escola, os materiais reciclados foram comprados por um preço acessível e outros doados. Além disso, não foi feito nenhum pedido de recurso à Secretaria Estadual de Educação (Seduc), pois o órgão não trabalha mais com projetos financiáveis. Os recursos que são disponibilizados a escola não são suficientes para adquirir equipamentos necessários e adequados.

A Escola Estadual Plena Daury Riva possui em torno de 205 alunos que estudam no ensino fundamental em dois períodos, matutino e vespertino, do 3º ao 9º ano.

Participam do projeto da fanfarra 21 alunos. A instituição funciona no período integral. O nome da banda escolar é Fanfarra Bate-latas Daury Riva e já fizeram várias apresentações na cidade, por exemplo no Desfile de 7 de Setembro.

 

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Recados


De: Rebotec para Ao Interessados
Recado:Ultimamente tá difícil a vida de pedreiro ou carpinteiro no município... Governo cria o MEI para legalizar a atividade e a administração fere a lei para se beneficiar em recolhimento acima do permitido. Em contrapartida têm em suas obras as ilegalidades trabalhistas onde não se sabe se ganham pela prefeitura ou pela empresa licitatória. Mas em tempo que vereador vai para o ponto P e bate no ponto C, fica difícil de um fiscalizar o outro. Enquanto isso vamos construindo uma cidade melhor, pois pelos órgão públicos o prejuízo é grande.
De: Contribuinte para Para Administração Pública
Recado:Boa tarde! A grande maioria dos pioneiros sabem da história complicada do Bairro Guaranorte. Sou morador do Jardim Vitória e estamos em recuperação de ruas, daquele jeito, mas está saindo. Agora o que me preocupou com tristeza é o descaso com o pessoal daquele bairro, para trafegar precisa tirar par-ou-impar entre os veículos. E aquela ponte de madeira! Alguém sabe se é patrimônio histórico? Até parece território desmembrado do município, lá também existe arrecadação de impostos (água, luz e telefone)... e votos. Seria ótimo serem lembrados... pronto falei.
De: Eterno Opositor para Contribuinte aloprado
Recado:Hein, fala mais com minha mão aqui. bibibi.... acho que você é alopradinho e não percebeu que também tinha testemunhas....mas....vi que é alopradinho, puxou estorinhas do baú, sítio do pica-pau amarelo, etc para querer parecer com a razão. beijinho