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Santa Casa terá que pagar R$ 250 mil a criança que ficou tetraplégica

Santa Casa terá que pagar R$ 250 mil a criança que ficou tetraplégica

  • 26/12/2019
  • Folhamax

T.H.C.O. nasceu saudável e deu entrada na Santa Casa de Misericórdia com dificuldades para respirar

 

T.H.C.O. era um bebê saudável que trazia alegria e sentimento de renovação à família, própria à fase de desenvolvimento de uma criança de apenas 11 meses de vida. A infância, e também a qualidade de vida da fase adulta, porém, foram arrancados do bebê no ano de 2014, quando T.H.C.O. deu entrada na Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá com dificuldades para respirar.

Após ser “entubado” e sofrer uma queda de uma maca, o bebê de 11 meses acabou ficando 2 horas sem a ventilação adequada em razão da “troca de plantão” dos profissionais da Santa Casa. T.H.C.O. passou 4 dias na UTI e saiu da unidade de saúde filantrópica tetraplégico e com deficiências visual, auditiva, mental e renal.

A queda da maca fez com que T.H.C.O. fosse “abruptamente extubado”, e sofresse uma parada cardiorrespiratória. A infância sabotada antes mesmo dos primeiros passos, e a implosão de um futuro produtivo na fase adulta, motivou o Poder Judiciário de Mato Grosso a determinar o pagamento de uma indenização de R$ 250 mil à família, além de uma pensão vitalícia de 4 salários mínimos.

A decisão é do juiz da Quinta Vara Especializada da Fazenda Pública do Tribunal de Justiça (TJ-MT), Roberto Teixeira Seror, e foi proferida no último dia 12 de dezembro. O magistrado contou no processo que, diferente do alegado pela Santa Casa de Misericórdia, o bebê nasceu saudável, e que desenvolveu as graves sequelas após o atendimento na unidade de saúde – já custeada, à época, principalmente com recursos públicos.

“Compulsando minuciosamente os autos, vê-se que o autor nasceu saudável e se desenvolvia bem como qualquer outra criança de 11 meses de idade. Uma das muitas provas disso, constante dos autos, é a mídia juntada, na qual o bebê aparece comendo, sorrindo, brincando, nadando...”, revelou o magistrado.

Roberto Teixeira Seror também reconheceu a negligência da Santa Casa de Misericórdia no atendimento da criança. Posteriormente, descobriu-se que um pequeno objeto, ingerido pelo bebê, estava atrapalhando a sua respiração. Mas já era tarde demais.

“Não há como afastar a conduta omissiva da requerida Santa Casa, pois, se ocorreu a extubação abrupta e indevida da criança, isso, por si só, já é fato grave o suficiente para motivar a apuração da conduta negligente”, asseverou o juiz.  

Justa, ou não, a indenização arbitrada pelo Poder Judiciário Estadual ainda poderá aumentar. Ao final, o processo revela indícios de que o bem estar de um bebê de 11 meses, e seu próprio futuro, é encarado como mais um “produto” – seja numa unidade de saúde pública ou particular. Um dia antes de T.H.C.O. ingressar na Santa Casa de Cuiabá ele foi atendido no Fêmina, uma famosa maternidade e hospital infantil privado da Capital no dia 23 de outubro de 2014.

A criança apresentava, igualmente, dificuldades para respirar quando chegou à unidade de saúde particular. Os profissionais que atenderam o bebê, que não tiveram os nomes divulgados no processo, receitaram um “xarope” e uma sessão de “inalação”.

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Recados


De: Rebotec para Ao Interessados
Recado:Ultimamente tá difícil a vida de pedreiro ou carpinteiro no município... Governo cria o MEI para legalizar a atividade e a administração fere a lei para se beneficiar em recolhimento acima do permitido. Em contrapartida têm em suas obras as ilegalidades trabalhistas onde não se sabe se ganham pela prefeitura ou pela empresa licitatória. Mas em tempo que vereador vai para o ponto P e bate no ponto C, fica difícil de um fiscalizar o outro. Enquanto isso vamos construindo uma cidade melhor, pois pelos órgão públicos o prejuízo é grande.
De: Contribuinte para Para Administração Pública
Recado:Boa tarde! A grande maioria dos pioneiros sabem da história complicada do Bairro Guaranorte. Sou morador do Jardim Vitória e estamos em recuperação de ruas, daquele jeito, mas está saindo. Agora o que me preocupou com tristeza é o descaso com o pessoal daquele bairro, para trafegar precisa tirar par-ou-impar entre os veículos. E aquela ponte de madeira! Alguém sabe se é patrimônio histórico? Até parece território desmembrado do município, lá também existe arrecadação de impostos (água, luz e telefone)... e votos. Seria ótimo serem lembrados... pronto falei.
De: Eterno Opositor para Contribuinte aloprado
Recado:Hein, fala mais com minha mão aqui. bibibi.... acho que você é alopradinho e não percebeu que também tinha testemunhas....mas....vi que é alopradinho, puxou estorinhas do baú, sítio do pica-pau amarelo, etc para querer parecer com a razão. beijinho