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Brasil termina 2019 com desafio de frear avanço do HIV entre jovens

Brasil termina 2019 com desafio de frear avanço do HIV entre jovens

  • 03/01/2020
  • R7

Nos últimos 13 anos, 300 mil brasileiros com idades entre 20 e 34 anos foram diagnosticados com o vírus, de acordo com o Ministério da Saúde

 

Os jovens de 20 e 34 anos são maioria entre os casos de infecção por HIV que ocorreram desde o ano de 2007 até junho de 2019: correspondem a 52,7% dos 300.496 infectados no período, segundo o Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), do Ministério da Saúde - 17.873 são do primeiro semestre deste ano.

O infectologista Jamal Suleiman, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, diz que o quadro pode ser explicado por alguns fatores, dentre eles uma vida sexual mais ativa, a vulgarização da aids entre os jovens e a dificuldade de se comunicar com eles.

“Os jovens têm mais parceiros sexuais e entre eles existe uma ideia de que ter aids não é um problema. Mas isso não é verdade, a aids se tornou uma doença crônica, mas é grave e exige medicação a vida toda”, destaca.

Ele também ressalta que a doença já não é mais pautada pela imprensa como antigamente. “Mas a educação sexual precisa ser um ato contínuo porque as gerações se sucedem e elas são distintas, cada uma tem sua necessidade”, analisa.

“Além disso, de maneira geral, eles não gostam de ler. Então, precisamos disseminar informação de maneira rápida e curta, coisa que não é simples se tratando de HIV”, completa o especialista.

No final de novembro, o Ministério da Saúde estimou que 135 mil brasileiros vivem com HIV sem saber.

O infectologista Evaldo Stanislau Affonso de Araújo, membro da diretoria da Sociedade Paulista de Infectologia, ressaltou em entrevista ao R7 no começo deste mês que o vírus causador da aids é silencioso.

“É uma infecção assintomática. A maior parte [das pessoas] só vai descobrir se fizer o exame para detecção do HIV”, afirma. “Se alguém não fez o exame, pode ser que o quadro evolua depois de anos e a doença [aids] se manifeste”, explica.

Desde o ano de 2012, há uma diminuição na taxa de detecção de aids no Brasil, que passou de 21,4 a cada 100.000 habitantes em 2012 para 17,8 no ano de 2018 – uma diminuição de 16,8%, segundo o último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde.

Por sua vez, Suleiman ressalta que existem desafios no combate à transmissão do HIV e, consequentemente, da aids. O primeiro deles é oferecer de maneira uniforme as profilaxias pré-exposição (PrEP) e pós-exposição (PEP) ao vírus.

“Tanto no centro como na periferia, onde se concentra grande parte da população vulnerável”, afirma.

Outra necessidade é fazer com que todos tenham acesso ao tratamento. “Existe uma fila de espera por consulta no SUS que dura em média três meses depois que a pessoa descobriu que tem HIV”, diz o infectologista.

Mais de 300 mil casos de infecção por HIV foram notificados no ministério de 2007 até junho de 2018. A maioria deles veio das regiões  sudeste e sul.
Mas é preciso analisar esses dados com cautela e considerar a desigualdade que existe no Brasil.

“São regiões com maior visibilidade. Em outros lugares o acesso a serviços de saúde é mais complicado. Muitas vezes, as pessoas não procuram assistência porque não têm conhecimento sobre esses serviços, embora eles existam”, analisa o médico.

 

Detecção do HIV aumenta em gestantes

 

Por outro lado, entre 2008 e 2018, houve um aumento de 38,1% na detecção de HIV em gestantes: passou de 2,1 para 2,9 casos a cada mil nascidos vivos. A ampliação do diagnóstico no pré-natal é uma das explicações para esse fato.

“É preciso oferecer testes para todas as mulheres que estão fazendo o pré-natal, isso previne a transmissão [do HIV] para o bebê”, enfatiza Suleiman. “Quanto mais precoce o tratamento para a mãe infectada, melhor, porque maior é a chance de prevenção”.

De 2000 até junho de 2019, foram notificados no Sinan mais de 125 mil casos de gestantes infectadas por HIV – 4.500 foam no primeiro semestre deste ano. A maioria tem entre 20 e 24 anos: são 28% do total.

 

São Paulo elimina transmissão do HIV de mãe para filho

 

Em novembro de 2019, São Paulo foi reconhecida como o terceiro município do Brasil a eliminar a transmissão do HIV de mãe para filho. Com 12,1 milhões de habitantes, é a cidade com maior população do mundo a receber o reconhecimento, de acordo com o ministério.

O município de Curitiba foi o primeiro a ser certificado no país, em 2017, seguido por Umuarama, no noroeste do Paraná, em 2019.

“São Paulo conquistou esse avanço porque tem um serviço de vigilância epidemiológica bem estruturado. Mas isso não é unânime em todo o país. Outras regiões, como o nordeste têm dificuldade de acesso aos serviços de saúde, o que impede consultas médicas e a prevenção”, pondera Suleiman.

 

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Recados


De: Rebotec para Ao Interessados
Recado:Ultimamente tá difícil a vida de pedreiro ou carpinteiro no município... Governo cria o MEI para legalizar a atividade e a administração fere a lei para se beneficiar em recolhimento acima do permitido. Em contrapartida têm em suas obras as ilegalidades trabalhistas onde não se sabe se ganham pela prefeitura ou pela empresa licitatória. Mas em tempo que vereador vai para o ponto P e bate no ponto C, fica difícil de um fiscalizar o outro. Enquanto isso vamos construindo uma cidade melhor, pois pelos órgão públicos o prejuízo é grande.
De: Contribuinte para Para Administração Pública
Recado:Boa tarde! A grande maioria dos pioneiros sabem da história complicada do Bairro Guaranorte. Sou morador do Jardim Vitória e estamos em recuperação de ruas, daquele jeito, mas está saindo. Agora o que me preocupou com tristeza é o descaso com o pessoal daquele bairro, para trafegar precisa tirar par-ou-impar entre os veículos. E aquela ponte de madeira! Alguém sabe se é patrimônio histórico? Até parece território desmembrado do município, lá também existe arrecadação de impostos (água, luz e telefone)... e votos. Seria ótimo serem lembrados... pronto falei.
De: Eterno Opositor para Contribuinte aloprado
Recado:Hein, fala mais com minha mão aqui. bibibi.... acho que você é alopradinho e não percebeu que também tinha testemunhas....mas....vi que é alopradinho, puxou estorinhas do baú, sítio do pica-pau amarelo, etc para querer parecer com a razão. beijinho