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SP:  Família não aceita diagnóstico, agride médico e destrói hospital

SP: Família não aceita diagnóstico, agride médico e destrói hospital

  • 06/01/2020
  • G1 SP

A mãe da criança levada à unidade de saúde insistiu que ela tinha sarampo, ao contrário do que disse o profissional. Um homem foi preso

 

Um médico foi agredido e equipamentos de uma unidade de saúde foram destruídos após os pais de uma criança discordarem do diagnóstico dado pelo pediatra de uma UPA em Peruíbe, no litoral de São Paulo. A família é de São Bernardo do Campo (SP) e a criança foi diagnosticada com um tipo comum de alergia, mas a mãe insistia que era sarampo. Um homem foi preso em flagrante por danos ao patrimônio público.

Em entrevista ao G1 neste sábado (4), o médico, que preferiu não se identificar, relatou que a família chegou à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) por volta da 1h20 e foi atendida poucos minutos depois pelos profissionais. "O atendimento foi simples e rápido. A paciente, uma menina de quatro anos, tinha dermatite atópica e prescrevi o tratamento. Não havia nenhum sintoma que pudesse me fazer pensar em sarampo", conta.

 

A mãe da paciente, insatisfeita com o diagnóstico, alegou que era cabeleireira e que 'entendia de pele', insistindo que seria supostamente um caso de sarampo. "Ela dizia: 'Sou cabeleireira, eu entendo de pele, isso é sarampo sim'. Mas a criança não tinha tido febre e o tipo de manchas na pele era diferente do que o sarampo acaba ocasionando". O médico, então, conta que prescreveu uma pomada e um remédio antialérgico para a menina.

A mãe saiu do consultório com a criança mas, quando o médico voltou à recepção para buscar novas fichas de atendimento, a família estava perguntando na recepção qual era o nome completo do profissional e o número de inscrição no Conselho Regional de Medicina (CRM). "Eu avisei a eles que estava tudo no carimbo que assinei na receita", conta. "Então a mãe da criança disse que tinha rasgado o papel e exigia a informação".

Neste momento, uma mulher gestante que acompanhava a família surgiu e, de acordo com o médico, tentou agredir o profissional. "Eu não esperava isso. Ninguém espera uma agressão enquanto trabalha. Ela veio e tentou me dar um soco, mas consegui segurar o braço dela", relata. "Neste momento, a mãe da criança, que já tinha discordado de mim, surgiu e desferiu um soco no lado esquerdo do meu rosto. Ela veio com a mão fechada".

Os guardas de plantão na unidade de saúde prontamente surgiram para separar a família e impedir novas agressões ao médico, que se afastou da confusão. Um homem que acompanhava as mulheres e a criança desferiu socos na televisão da UPA, destruindo o aparelho e, em seguida, quebrou também um conjunto de cadeiras e uma máquina digital para registro do ponto dos funcionários da unidade de saúde. A família foi embora em seguida.

A Guarda Civil Municipal foi acionada e a família, que veio de São Bernardo do Campo (SP), foi encontrada por meio da ficha de atendimento registrada na unidade de saúde. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, o homem envolvido na confusão foi encaminhado à Delegacia Sede de Peruíbe e autuado em flagrante por dano qualificado, por conta do crime ter sido cometido contra o patrimônio público. A fiança foi fixada em R$ 693 mas, como ele não pagou a quantia, permaneceu preso.

 

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Recados


De: Rebotec para Ao Interessados
Recado:Ultimamente tá difícil a vida de pedreiro ou carpinteiro no município... Governo cria o MEI para legalizar a atividade e a administração fere a lei para se beneficiar em recolhimento acima do permitido. Em contrapartida têm em suas obras as ilegalidades trabalhistas onde não se sabe se ganham pela prefeitura ou pela empresa licitatória. Mas em tempo que vereador vai para o ponto P e bate no ponto C, fica difícil de um fiscalizar o outro. Enquanto isso vamos construindo uma cidade melhor, pois pelos órgão públicos o prejuízo é grande.
De: Contribuinte para Para Administração Pública
Recado:Boa tarde! A grande maioria dos pioneiros sabem da história complicada do Bairro Guaranorte. Sou morador do Jardim Vitória e estamos em recuperação de ruas, daquele jeito, mas está saindo. Agora o que me preocupou com tristeza é o descaso com o pessoal daquele bairro, para trafegar precisa tirar par-ou-impar entre os veículos. E aquela ponte de madeira! Alguém sabe se é patrimônio histórico? Até parece território desmembrado do município, lá também existe arrecadação de impostos (água, luz e telefone)... e votos. Seria ótimo serem lembrados... pronto falei.
De: Eterno Opositor para Contribuinte aloprado
Recado:Hein, fala mais com minha mão aqui. bibibi.... acho que você é alopradinho e não percebeu que também tinha testemunhas....mas....vi que é alopradinho, puxou estorinhas do baú, sítio do pica-pau amarelo, etc para querer parecer com a razão. beijinho