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Professor usa impressora 3D para ensinar alunos cegos pelo tato

Professor usa impressora 3D para ensinar alunos cegos pelo tato

  • 21/01/2020
  • R7*

Projeto permite que obras de arte, monumentos históricos e mapas de cidades sejam tocados e sentidos por todos em aulas de arte

 

Na cidade de Goiânia, na região centro-oeste do país, o professor Santiago Lemos, 33 anos, decidiu usar um método diferente para ensinar os alunos cegos. Com uma impressora 3D, ele mostra uma nova forma de ver a arte e o local em que vive por meio do tato.

“Comprei a impressora 3D com o objetivo de utilizá-la como atividade de lazer” conta o professor. Em 2016, após imprimir em 3D uma cópia de Abapuru, famosa obra da pintora brasileira Tarsila do Amaral, e apresentar para um amigo cego, percebeu do que a tecnologia seria capaz. Assim, decidiu levar o projeto para a sala de aula.

No ano de 2019, o Centro de Apoio Pedagógico para cegos de Goiânia (CAP/Cebrav), que desenvolve atividades educativas com alunos cegos, apoiou o projeto e abriu as primeiras turmas usando a ideia de Santiago.

“A Secretaria de Estado da Educação abriu a possibilidade de aplicar este projeto de impressão 3D, não pensei duas vezes e iniciei minhas pesquisas”, lembra Santiago.

A iniciativa ainda está em fase de testes e apenas quatro turmas e alguns alunos tiveram suas primeiras experiências com objetos feitos em impressora 3D. A meta para este ano é ampliar e tornar o ambiente escolar mais acessível. 

“A tecnologia de impressão 3D possibilita concretizar qualquer tipo de objeto, depende do dono e da imaginação dele. Dentro da sala de aula, é uma ferramenta incrível para o ensino, ainda mais na arte, onde até para quem possui visão é de difícil o acesso. Espero que este projeto possa mostrar para os outros professores que é possível desenvolver aulas diferentes com este recurso”, afirma o professor.

O professor afirma que a importância da ideia está na falta de materiais inclusivos, principalmente pelo alto preço. 

Alguns alunos de Santiago perderam a visão há mais de 10 anos e aprovaram a aulas que estimulam o toque. As mãos ajudam a reconhecer objetos, obras e locais que pareciam ter ficado no passado.

Santiago lembra que uma das reações que mais marcou o projeto foi quando os alunos receberam o busto do próprio professor feito em 3D. "Às vezes, os alunos convivem com os professores por anos e não sabem como são fisicamente. Este contato é importante, pois a maioria não tem intimidade para passar a mão no rosto do outro."

Hoje o projeto abrange quatro matérias distintas: desenvolvimento de elementos culturais goianos (estátuas e utensílios);  produção de um mapa com relevo do trajeto do colégio até o centro, utilizando Google Maps; melhoria de materiais que possam auxiliar na escrita em braile, sistema de escrita tátil utilizado por pessoas cegas ou com baixa visão; modelagem de um novo modelo de punção e reglete, instrumentos usados na escrita braile; escaneamento facial de professores e alunos, para que eles possam se conhecer melhor.

“O projeto vem colhendo vários frutos, espero que os alunos tragam sugestões de materiais para este no de 2020", diz o professor.

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Recados


De: Rebotec para Ao Interessados
Recado:Ultimamente tá difícil a vida de pedreiro ou carpinteiro no município... Governo cria o MEI para legalizar a atividade e a administração fere a lei para se beneficiar em recolhimento acima do permitido. Em contrapartida têm em suas obras as ilegalidades trabalhistas onde não se sabe se ganham pela prefeitura ou pela empresa licitatória. Mas em tempo que vereador vai para o ponto P e bate no ponto C, fica difícil de um fiscalizar o outro. Enquanto isso vamos construindo uma cidade melhor, pois pelos órgão públicos o prejuízo é grande.
De: Contribuinte para Para Administração Pública
Recado:Boa tarde! A grande maioria dos pioneiros sabem da história complicada do Bairro Guaranorte. Sou morador do Jardim Vitória e estamos em recuperação de ruas, daquele jeito, mas está saindo. Agora o que me preocupou com tristeza é o descaso com o pessoal daquele bairro, para trafegar precisa tirar par-ou-impar entre os veículos. E aquela ponte de madeira! Alguém sabe se é patrimônio histórico? Até parece território desmembrado do município, lá também existe arrecadação de impostos (água, luz e telefone)... e votos. Seria ótimo serem lembrados... pronto falei.
De: Eterno Opositor para Contribuinte aloprado
Recado:Hein, fala mais com minha mão aqui. bibibi.... acho que você é alopradinho e não percebeu que também tinha testemunhas....mas....vi que é alopradinho, puxou estorinhas do baú, sítio do pica-pau amarelo, etc para querer parecer com a razão. beijinho