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Mãe denuncia tortura e falta de comunicação com presos na PCE

Mãe denuncia tortura e falta de comunicação com presos na PCE

  • 26/06/2020
  • Gazeta Digital

Familiares de presos do raio 2 da Penitenciária Central do Estado (PCE) denunciam falta de comunicação desde o começo de maio. Além da falta de informações, a mãe de um reeducando relata tortura, falta de comida, aglomeração de doentes com covid-19 entre outras situações desumanas no local.

Ao GD a mulher, que não quis se identifcar,  contou que desde que o Grupo de Intervenção Rápida (GIR) assumiu o controle da unidade os relatos de tortura são constantes. Os familiares já reclamaram da situação para a direção da penitenciária, mas de nada adianta.


Com a chegada da pandemia ao estado, as visitas foram suspensas em março. “Falaram que era para o visitante não levar o coronavírus aos presos. Mas eles estão doentes. Quem levou?”, questiona a mulher.


Com as visitas suspensas, a alternativa para a comunicação foi vídeo chamada, que funcionou por um tempo, de forma limitada, e foi interrompida há quase dois meses.


“Quando era a vez do preso falar, um agente ficava do lado, armado, ouvindo a conversa. Não dava para saber o que acontecia. Meu filho falava que estava tudo bem, mas sei que não estava. E isso era com todos”, relata.


Agora, a única maneira de ter noção do que ocorre na PCE é por meio de cartas encaminhadas pelos presos por meio de detentos que deixam as unidades. A mulher conta que os agentes estavam recolhendo as cartas, mas alguns ainda conseguem intermediar o que acontece na unidade aos familiares.


Desde o início da pandemia, os presos já tiveram os pertences recolhidos algumas vezes e as famílias tiveram que levar outros. Além disso, periodicamente detentos recebem a “disciplina”, na qual apanham e são colocados em isolamento. Lá a comida é servida esporadicamente e não há comunicação.


“Tem reeducando que ficou cego porque levou spray de pimenta. A comida é servida quando eles querem. Foi cortada luz e não tem água. Uma vez colocaram alguma coisa na caixa de água que deu diárreia em todo mundo. Eles apanham de todo jeito”, denuncia.


A mãe conta que as últimas notícias recebidas em uma das cartas eram de que havia presos com covid e que eles estavam juntos em uma cela. Também souberam que a comida estava sendo servida em latões, nos quais grupos de detentos comem juntos.


“Eles servem em latões porque os agentes não querem chegar perto dos presos com medo de se contaminarem. Também soubemos que tem caco de vidro e bicho na comida. Eu sei que meu filho tem que pagar pelo que ele fez, mas não pode ser assim, com tortura”, afirma a mãe.

 

Nota de esclarecimento da Secretaria de Segurança Pública 

 

As visitas por ligação telefônica foram suspensas nos raios 2 e 4, por indisciplina dos presos por tentativa de fuga depredando a estrutura da unidade, além de celulares encontrados nas celas dos mesmos. A suspensão foi nesta semana e eles vão voltar a ter visita por ligação na próxima se não cometerem nenhuma infração disciplinar

Os demais presos do raio 1, 3, 5 shelter e módulos de aço estão fazendo as ligações normalmente. Todos os presos têm feito contato telefônico com a família, como as demais unidades do estado.

Sobre a tortura, isso não procede e a denúncia é feita agora por conta da tentativa de fuga frustrada na unidade.

Dois presos foram testados como positivo na PCE e fazem trabalho intramuros e são do módulo de aço, que fica fora dos raios. Eles estão no fim da quarentena. Outros 17 testaram negativo para covid-19.

Em relação a alimentação, a denúncia chega a ser absurda pois a qualidade é boa e é acompanhamento de uma nutricionista do Estado e outra da empresa fornecedora. A mesma alimentação dos presos é a servida aos servidores.

As denúncias reiteradas contra a PCE são uma clara tentativa de desestabilizar o sistema e forçar decisões judiciais com base no coronavirus para que presos, até mesmo os de alta periculosidade, possam conseguir prisão domiciliar.

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Recados


De: Rebotec para Ao Interessados
Recado:Ultimamente tá difícil a vida de pedreiro ou carpinteiro no município... Governo cria o MEI para legalizar a atividade e a administração fere a lei para se beneficiar em recolhimento acima do permitido. Em contrapartida têm em suas obras as ilegalidades trabalhistas onde não se sabe se ganham pela prefeitura ou pela empresa licitatória. Mas em tempo que vereador vai para o ponto P e bate no ponto C, fica difícil de um fiscalizar o outro. Enquanto isso vamos construindo uma cidade melhor, pois pelos órgão públicos o prejuízo é grande.
De: Contribuinte para Para Administração Pública
Recado:Boa tarde! A grande maioria dos pioneiros sabem da história complicada do Bairro Guaranorte. Sou morador do Jardim Vitória e estamos em recuperação de ruas, daquele jeito, mas está saindo. Agora o que me preocupou com tristeza é o descaso com o pessoal daquele bairro, para trafegar precisa tirar par-ou-impar entre os veículos. E aquela ponte de madeira! Alguém sabe se é patrimônio histórico? Até parece território desmembrado do município, lá também existe arrecadação de impostos (água, luz e telefone)... e votos. Seria ótimo serem lembrados... pronto falei.
De: Eterno Opositor para Contribuinte aloprado
Recado:Hein, fala mais com minha mão aqui. bibibi.... acho que você é alopradinho e não percebeu que também tinha testemunhas....mas....vi que é alopradinho, puxou estorinhas do baú, sítio do pica-pau amarelo, etc para querer parecer com a razão. beijinho