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Pandemia causa queda de atendimento de infarto e AVC

Pandemia causa queda de atendimento de infarto e AVC

  • 29/07/2020
  • R7

Pessoas estão deixando de ir aos hospitais por medo de contágio pelo coronavírus, dizem especialistas; campanha faz alerta à população

 

A pandemia de covid-19 causou uma queda de 50% nos atendimentos de emergência em casos de infarto e de 40% nos casos de AVC (acidente vascular cerebral) desde março em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista e da Rede Brasil AVC.

O atendimento rápido é crucial para doenças cardiovasculares, que são a principal causa de morte em todo o mundo e tiraram a vida de 17.790.949 pessoas em 2017, de acordo com o levantamento mais recente, disponível no estudo Global Burden of Disease (Fardo Global das Doenças, em tradução livre), feito pelo IHME (Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde), em inglês.

Além disso, doenças crônicas colocam as pessoas no grupo de risco da covid-19, o que significa que elas têm maior possibilidade de desenvolver complcações por causa da doença.

Com o objetivo de alertar para importância de procurar ajuda médica mesmo em tempos de pandemia, nasceu a campanha "Saúde Não Tem Hora", uma parceria entre a SBC (Sociedade Brasileira de Cardiologia), SBD (Sociedade Brasileira de Diabetes), Associação Brasileira de Medicina de Emergência e a Rede Brasil AVC, com o apoio da farmacêutica Boehringer Ingelheim.

Entre 16 de março - mês em que começaram as medidas de restrição para tentar e frear a disseminação do coronavírus no Brasil - e 31 de maio os cartórios de registro civil do país registratam aumento de 31% no número de mortes por cardiopatias em relação à 2019, o que evidência a demora no atendimento, de acordo com o presidente da SBC, Marcelo Queiroga.

"Doenças crônicas estão fazendo mais vítimas fatais que a pandemia de covid-19. Sabemos que por medo de contágio houve uma forte redução de atendimento nas unidades de saúde. Quem tiver sintomas não fique em casa, procure o hospital", orienta.

O  cardiologista  Álvaro  Avezum, diretor  do Centro Internacional de Pesquisa  do Hospital Alemão Oswaldo Cruz e professor livre-docente da Universidade de São  Paulo (USP) afirma que a redução pela metade na quantidade de atendimentos por infarto mostra que as "pessoas morrem em casa porque estão com medo de ir à emergência mesmo com sintomas" da doença.

"Aumentaram os casos de rupturas ventriculares, quando o músculo do miocárdio se rompe, que é a pior complicação do infarto", ressalta.

A neurologista Sheila Martins, presidente da Rede Brasil AVC, lembra que uma em cada quatro pessoas vai ter acidente vascular cerebral ao longo da vida e, quando isso acontece, cada minuto é essencial para evitar sequelas.

"Tempo perdido é cérebro perdido. A cada minuto que passa, são dois milhões de neurônios perdidos", ressalta. "Assim que ocorre o AVC uma parte [do cérebro] já morre, mas tem uma área de sofrimento, chamada penumbra, que pode ser salva ou perdida", completa.

A especialista também afirma que o AVC pode ser a primeira manifestação da covid-19, como já explicou em entrevista ao R7. "Isso pode acontecer por vários fatores, inclusive a inflamação gerada pelo vírus".

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Recados


De: Rebotec para Ao Interessados
Recado:Ultimamente tá difícil a vida de pedreiro ou carpinteiro no município... Governo cria o MEI para legalizar a atividade e a administração fere a lei para se beneficiar em recolhimento acima do permitido. Em contrapartida têm em suas obras as ilegalidades trabalhistas onde não se sabe se ganham pela prefeitura ou pela empresa licitatória. Mas em tempo que vereador vai para o ponto P e bate no ponto C, fica difícil de um fiscalizar o outro. Enquanto isso vamos construindo uma cidade melhor, pois pelos órgão públicos o prejuízo é grande.
De: Contribuinte para Para Administração Pública
Recado:Boa tarde! A grande maioria dos pioneiros sabem da história complicada do Bairro Guaranorte. Sou morador do Jardim Vitória e estamos em recuperação de ruas, daquele jeito, mas está saindo. Agora o que me preocupou com tristeza é o descaso com o pessoal daquele bairro, para trafegar precisa tirar par-ou-impar entre os veículos. E aquela ponte de madeira! Alguém sabe se é patrimônio histórico? Até parece território desmembrado do município, lá também existe arrecadação de impostos (água, luz e telefone)... e votos. Seria ótimo serem lembrados... pronto falei.
De: Eterno Opositor para Contribuinte aloprado
Recado:Hein, fala mais com minha mão aqui. bibibi.... acho que você é alopradinho e não percebeu que também tinha testemunhas....mas....vi que é alopradinho, puxou estorinhas do baú, sítio do pica-pau amarelo, etc para querer parecer com a razão. beijinho