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MS:  Para afastar invasores, prefeitura usa maquinário e reforço da Guarda

MS: Para afastar invasores, prefeitura usa maquinário e reforço da Guarda

  • 30/07/2020
  • Diário Digital

Para limpar o terreno e impedir que os invasores refaçam os barracos, na tarde desta quarta-feira (29), a Prefeitura de Campo Grande utilizou maquinário e o reforço de aproximadamente 50 homens da Guarda Civil Metropolitana, na área pública próxima ao aterro sanitário, às margens da BR-262.

O impasse que começou na segunda-feira (27) parece estar longe do fim. Pela manhã, houve tumulto, os guardas tiveram que usar balas de borracha durante a desocupação, depois de serem recebido com pedradas e xingamentos, segundo informou o secretário municipal de segurança e defesa social, Valério Azambuja.

Quatro pessoas foram presas e encaminhadas a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) no Cepol. Elas vão responder por ameaça, resistência, esbulho possessório e injúria e ameaça contra servidor público.

No terceiro dia de conversas entre as equipes da prefeitura, acompanhadas pela Guarda, com as famílias que começaram a montar barracos na área ao lado da antiga favela Cidade de Deus, o tumulto foi menor nesta tarde, mas o clima ainda é de tensão.

Escavadeiras retiraram os entulhos e realizaram a limpeza do terreno. “Esta é uma área de reflorestamento ambiental da Prefeitura, não pode ser loteada ou servir para qualquer outra finalidade. Nós estamos aqui para garantir a segurança dos servidores que estão trabalhando na desocupação e dos próprios moradores”, afirmou o secretário da SESDES (Secretaria Especial de Segurança e Defesa Social).

Ainda durante a tarde, os guardas apreenderam duas facas que estariam em poder dos invasores, mas não foi necessário o uso da força. Equipes da Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Gestão Urbana) e Amhasf (Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários) acompanharam os trabalhos.

O diretor-presidente da Amhasf, antiga EMHA, também esteve no local e afirmou que medidas mais enérgicas foram tomadas na tentativa de combater as invasões.

“Já temos indícios que famílias que aguardam o benefício habitacional, instaladas nos lotes permitidos, estão incentivando parentes para a invasão. Agora, todas as 112 famílias ficarão inabilitadas de participar de programas habitacionais e terão o direito a esses imóveis revogados”, segundo Eneas José de Carvalho.

 

O outro lado – Quem invadiu a área ou já mora nos barracos nos lotes diz que não tem para onde ir. “Eles falaram que não tem conversa, já chegaram dizendo que iriam meter bala e veio todo mundo veio para dentro do meu quintal”, contou Dayane Soares, de 25 anos. Grávida de 5 meses, ela espera seu quarto filho e há anos a contemplação de uma moradia.

No lote de Dayane, em um barraco, vive Josiane Garrido Arraes, 24 anos, com mais quatro crianças, sendo uma bebê de 3 meses. “Eu não aguento pagar aluguel, recebo benefício de R$600,00 que não dá para quase nada. Eu moro de favor e estava invadindo porque sonho com minha casinha”.

Situação de centenas de famílias, a maioria com crianças e pais desempregados. “Meu marido está sem emprego e eu não posso trabalhar com duas crianças em casa. Hoje, também estou morando de favor”, desabafou outra jovem de 29 anos.

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Recados


De: Rebotec para Ao Interessados
Recado:Ultimamente tá difícil a vida de pedreiro ou carpinteiro no município... Governo cria o MEI para legalizar a atividade e a administração fere a lei para se beneficiar em recolhimento acima do permitido. Em contrapartida têm em suas obras as ilegalidades trabalhistas onde não se sabe se ganham pela prefeitura ou pela empresa licitatória. Mas em tempo que vereador vai para o ponto P e bate no ponto C, fica difícil de um fiscalizar o outro. Enquanto isso vamos construindo uma cidade melhor, pois pelos órgão públicos o prejuízo é grande.
De: Contribuinte para Para Administração Pública
Recado:Boa tarde! A grande maioria dos pioneiros sabem da história complicada do Bairro Guaranorte. Sou morador do Jardim Vitória e estamos em recuperação de ruas, daquele jeito, mas está saindo. Agora o que me preocupou com tristeza é o descaso com o pessoal daquele bairro, para trafegar precisa tirar par-ou-impar entre os veículos. E aquela ponte de madeira! Alguém sabe se é patrimônio histórico? Até parece território desmembrado do município, lá também existe arrecadação de impostos (água, luz e telefone)... e votos. Seria ótimo serem lembrados... pronto falei.
De: Eterno Opositor para Contribuinte aloprado
Recado:Hein, fala mais com minha mão aqui. bibibi.... acho que você é alopradinho e não percebeu que também tinha testemunhas....mas....vi que é alopradinho, puxou estorinhas do baú, sítio do pica-pau amarelo, etc para querer parecer com a razão. beijinho