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Vacina BCG contra a covid-19 poderá ser alternativa de proteção em 2021

Vacina BCG contra a covid-19 poderá ser alternativa de proteção em 2021

  • 30/07/2020
  • R7

 

Pesquisadores brasileiros estão estudando a possibilidade de usar a vacina BCG, que serve para combater a tuberculose, contra a covid-19 - o que daria proteção contra as duas doenças ao mesmo tempo. Isso seria possível graças a modificações genéticas feitas na bactéria utilizada para fabricar a vacina.

"Existem outras iniciativas para usar a BCG no combate de outras doenças infecciosas e, com a pandemia, a gente pensou em usar contra a covid-19", conta Sergio Costa Oliveira, coordenador da pesquisa e professor titular de imunologia da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

A vacina ainda está na fase de produção em laboratório. "Estamos colocando os genes do coronavírus na bactéria usada na vacina BCG, para produzir o que se chama de “bactéria recombinante“, ou seja, geneticamente modificada", explica o pesquisador

De acordo com ele, a previsão é que os testes do imunizante em animais comecem até o final deste ano. Já os testes em humanos devem ter início no começo de 2021.

O projeto é feito em parceria com a UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), o Instituto Butantan, em São Paulo, e o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Doenças Tropicais (INCT-DT). Há ainda o apoio da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, e do Instituto Karolinska, na Suécia.
 

 

Como é feita a vacina
 

 

Oliveira explica que a vacina para tuberculose é fabricada a partir de uma bactéria capaz de infectar bovinos chamada Mycobacterium bovis. A versão usada na vacina é enfraquecida e recebe o nome de bacilo Calmette-Guérin, por isso a sigla BCG.

As mudanças genéticas feitas nessa versão mais fraca é que possibilitaria a dupla imunização contra a tuberculose e a covid-19. "A estratégia é fazer com que essa bactéria produza proteínas que estão presentes no coronavírus e são capazes de provocar uma resposta imune", afirma o professor. "Seria um vetor para proteger contra a covid-19", define.

Segura e capaz de ativar diferentes respostas imunes

Dentre as vantagens oferecidas por esta empreitada está o fato de que a BCG já é usada em vários países e, no Brasil, faz parte do Calendário Nacional de Vacinação do Ministério da Saúde, por isso a segurança de que ela não causa efeitos colaterais já está comprovada. "A gente espera que, com isso, o processo regulatório seja acelerado", pontua.

Outro diferencial é que a vacina será capaz de ativar a imunidade inata - as primeiras armas do organismo, que servem para combater qualquer agente invasor - e a imunidade adaptativa - que vai fornecer uma resposta personalizada para o novo coronavírus.

"A bactéria BCG estimula o sistema imunológico de maneira inespecífica. Ela é usada, por exemplo, na imunoterapia contra o câncer de próstata", cita Oliveira.

"A gente vai dar especificidade ao fazer com que ela produza proteínas [presentes no coronavírus]. Assim, ela vai estimular a fabricação de anticorpos neutralizantes e de linfócitos T [células de defesa que identificam e matam outras células infectadas]", completa.

Uma estratégia para produzir o imunizante em larga escala ainda não foi pensada, mas a expectativa é que a parceria com o Instituto Butantan facilite esse processo. "A prioridade, neste momento, é fazer dar certo no laboratório e em animais", destaca Oliveira,

Contudo, o objetivo não é substituir as vacinas produzidas em outros países que já estão em fases avançadas de testes em humanos

"Cada vacina que está sendo testada tem suas peculiaridades e tecnologias. Pode ser que uma delas estimule uma parte do sistema imune e outra parte seja estimulada com uma vacina diferente. A gente não descarta que elas possam se complementar e ser eficazes", pondera.

O projeto tem o apoio do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), mas ainda precisa de mais subsídios financeiros.

"São poucos recursos. A gente espera que na segunda fase de testes [quando eles avançam para humanos] seja possível atrair a parceria de empresas farmacêuticas", afirma o coordenador.

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Recados


De: Rebotec para Ao Interessados
Recado:Ultimamente tá difícil a vida de pedreiro ou carpinteiro no município... Governo cria o MEI para legalizar a atividade e a administração fere a lei para se beneficiar em recolhimento acima do permitido. Em contrapartida têm em suas obras as ilegalidades trabalhistas onde não se sabe se ganham pela prefeitura ou pela empresa licitatória. Mas em tempo que vereador vai para o ponto P e bate no ponto C, fica difícil de um fiscalizar o outro. Enquanto isso vamos construindo uma cidade melhor, pois pelos órgão públicos o prejuízo é grande.
De: Contribuinte para Para Administração Pública
Recado:Boa tarde! A grande maioria dos pioneiros sabem da história complicada do Bairro Guaranorte. Sou morador do Jardim Vitória e estamos em recuperação de ruas, daquele jeito, mas está saindo. Agora o que me preocupou com tristeza é o descaso com o pessoal daquele bairro, para trafegar precisa tirar par-ou-impar entre os veículos. E aquela ponte de madeira! Alguém sabe se é patrimônio histórico? Até parece território desmembrado do município, lá também existe arrecadação de impostos (água, luz e telefone)... e votos. Seria ótimo serem lembrados... pronto falei.
De: Eterno Opositor para Contribuinte aloprado
Recado:Hein, fala mais com minha mão aqui. bibibi.... acho que você é alopradinho e não percebeu que também tinha testemunhas....mas....vi que é alopradinho, puxou estorinhas do baú, sítio do pica-pau amarelo, etc para querer parecer com a razão. beijinho