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Após câmera registrar sessão de espancamento, PM afasta militar

Após câmera registrar sessão de espancamento, PM afasta militar

  • 14/10/2021
  • Metrópoles

Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) afastou o sargento Osiel Alves da Silva, 41 anos, das atividades militares. Ele aparece em imagens de câmeras de segurança espancando uma empresária, conforme revelou o Metrópoles nesta quinta-feira (14/10).

Em nota, a corporação informou que abrirá o “devido processo para apurar a conduta do policial e, até que os fatos sejam elucidados, medidas cautelares serão adotadas, e o policial será afastado das atividades de policiamento”.

Em entrevista ao Metrópoles, o policial alega que se arrependeu de apontar arma e enforcar a mulher, na tarde dessa quarta-feira (13/10). O PM afirma que “cometeu um excesso” ao cobrar dívida de R$ 40 mil.

Durante a discussão, a vítima foi espancada, enforcada e permaneceu sob a mira de uma pistola. Lotado no 17º Batalhão de Águas Claras, Silva afirma que foi agredido e se sentiu ameaçado pela mulher. Mas argumenta “exercício arbitrário das próprias razões e lesão corporal recíproca”.

“Ela disse que era estelionatária e que não iria pagar. Começamos a discutir. Se reparar bem na imagem, é possível ver que, antes de eu apontar o simulacro (réplica), ela tenta pegar uma faca para me acertar. Outra reação foi antes do mata-leão, ela também tentou acertar a minha cabeça. Reconheço e sei que cometi excessos. Me arrependi. Foi a primeira vez que algo do tipo aconteceu. Fiz questão de registrar ocorrência e reconhecer o meu erro. Inclusive, cheguei à delegacia primeiro”, explicou o PM.

 

À reportagem, Silva ressaltou que estava armado com um canivete e um simulacro. Ele nega que a arma da corporação tenha sido usada nas agressões. “Estava saindo de um evento e portava esse simulacro, com uma ponta vermelha. Ainda bem que ela não veio novamente para cima de mim, senão teríamos que resolver no corpo a corpo”, justificou.

 

Briga

 

A vítima afirmou não poder quitar o valor integral e sugeriu o parcelamento do passivo. Contrariado, o sargento discutiu com a mulher, exigindo a quantia na totalidade.

A discussão acalorada transformou-se em agressão quando o militar disse que, então, levaria todos os objetos da sala comercial. Havia grande quantidade de moeda estrangeira, pedras preciosas e cheques de altos valores, além de aparelhos eletrônicos.

 

Enforcamento

 

Quando a empresária do ramo têxtil impediu a ação e tentou retirar o militar do escritório, teve início uma luta corporal. Com o intuito de evitar que o dinheiro fosse levado, a mulher segurou a blusa do sargento, que reagiu torcendo os braços dela, jogando-a no chão e, depois, arrastando-a pelos cabelos.

Em uma antessala, o policial aplica um mata-leão na mulher, além de virá-la de costas e torcer os braços dela, dando a impressão de que a algemaria. Irritado, ele levanta a vítima pelos cabelos e chega a sacar a pistola, apontando a arma para a cabeça da empresária quando ela esboça reação de defesa.

Em seguida, o praça da PMDF recolhe dólares, euros, folhas de cheque preenchidos de altos valores, computador, celular e a bolsa da vítima, da marca Louis Vuitton. Antes de deixar o local, o policial trancou a empresária dentro da sala e levou a chave. Ela só conseguiu sair minutos depois, após chamar a atenção de funcionários que estavam em outro andar.

 

Apresentação 

 

O sargento apresentou-se à 21ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Sul) e entregou dinheiro e cheques que havia pegado na sala da empresária. Policiais militares da Corregedoria da PMDF estiveram no local para acompanhar o andamento da ocorrência.

A empresária foi ouvida em termo de declaração e apresentou sua versão dos fatos. Segundo ela, cerca de US$ 2 mil, uma folha de cheque preenchida e uma pedra de diamante certificada no valor de US$ 15 mil desapareceram. A vítima fará exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) nesta quinta-feira (14/10).

 

Como se apresentou espontaneamente, escapando do flagrante, o policial responderá em liberdade.

 

O outro lado

 

Em nota enviada ao Metrópoles, a defesa do PM alegou que a empresa da vítima “acumulou uma dívida de US$ 8 mil e se indispôs a liquidar, apesar de protelar o pagamento há cerca de 2 anos com promessas semanais de pagamento. Diante dos fatos, Osiel foi conversar com ela (empresária), como já havia feito antes e sem esperar ter um final trágico. Primeiro, ela o puxou pelo braço e afirmou que deveria arcar com o prejuízo, e ela anunciou que é uma estelionatária. Diante do ocorrido, Osiel ficou enfurecido.”

Além disso, o policial argumentou que sofreu ameaças. “Quando foi ameaçado com uma faca, sacou um simulacro para a mulher, que abaixou a faca ao se intimidar. Quando foi agredido na cabeça por trás, aplicou o golpe mata-leão. Que em momento algum a puxou pelo cabelo. Que pegou alguns pertences e, imediatamente, se arrependeu de haver se exaltado e deslocou-se à 21ª DP para registro da ocorrência de exercício arbitrário das próprias razões e lesão corporal recíproca. Informa que foi ao IML ontem à noite e que vai entrar com bloqueio judicial dos bens e contas até total liquidação da dívida.”

 

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Recados


De: Rebotec para Ao Interessados
Recado:Ultimamente tá difícil a vida de pedreiro ou carpinteiro no município... Governo cria o MEI para legalizar a atividade e a administração fere a lei para se beneficiar em recolhimento acima do permitido. Em contrapartida têm em suas obras as ilegalidades trabalhistas onde não se sabe se ganham pela prefeitura ou pela empresa licitatória. Mas em tempo que vereador vai para o ponto P e bate no ponto C, fica difícil de um fiscalizar o outro. Enquanto isso vamos construindo uma cidade melhor, pois pelos órgão públicos o prejuízo é grande.
De: Contribuinte para Para Administração Pública
Recado:Boa tarde! A grande maioria dos pioneiros sabem da história complicada do Bairro Guaranorte. Sou morador do Jardim Vitória e estamos em recuperação de ruas, daquele jeito, mas está saindo. Agora o que me preocupou com tristeza é o descaso com o pessoal daquele bairro, para trafegar precisa tirar par-ou-impar entre os veículos. E aquela ponte de madeira! Alguém sabe se é patrimônio histórico? Até parece território desmembrado do município, lá também existe arrecadação de impostos (água, luz e telefone)... e votos. Seria ótimo serem lembrados... pronto falei.
De: Eterno Opositor para Contribuinte aloprado
Recado:Hein, fala mais com minha mão aqui. bibibi.... acho que você é alopradinho e não percebeu que também tinha testemunhas....mas....vi que é alopradinho, puxou estorinhas do baú, sítio do pica-pau amarelo, etc para querer parecer com a razão. beijinho