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Surto mão-pé-boca acomete crianças em Cuiabá; saiba os cuidados sobre a doença

Surto mão-pé-boca acomete crianças em Cuiabá; saiba os cuidados sobre a doença

  • 25/11/2021
  • Gazeta Digital

Cuiabá/MT registra surto da síndrome mão-pé-boca, ou síndrome Coxsakie, que se caracteriza por uma infecção viral contagiosa comum em crianças menores de 5 anos. A doença atinge principalmente na faixa etária de de 6 meses a 3 anos.

Os principais sintomas são febre alta nos dias que antecedem o surgimento de lesões, aparecimento de manchas vermelhas com vesículas branco-acinzentadas no centro que podem evoluir para ulcerações muito dolorosas na boca, amígdalas e faringe, erupção de pequenas bolhas em geral nas palmas das mãos e nas plantas dos pés, mas que pode ocorrer também nas nádegas e na região genital, mal-estar, falta de apetite, vômitos e diarreia. Também por conta das dores surgem dificuldades para engolir e muita salivação.

Adolescentes e adultos também podem contrair a doença, mas a maioria não desenvolve sintomas e podem ser transmissores assintomáticos do vírus.

Os sintomas da síndrome mão-pé-boca geralmente aparecem depois de 3 a 7 dias após a infecção viral e o tempo de duração dos sintomas varia em média de 7 a 10 dias.

A doença é provocada pelo enterovírus Coxsackievirus A16, podendo ser causada também pelos vírus Coxsackie A5, A7, A9, A10, B2, B3 ou B5 ou pelos vírus Echovirus 1, 4, 7 ou 19 ou o Enterovirus A71.

 

Transmissão

 

De acordo com nota técnica emitida pelo Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS), da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a transmissão se dá pela via oral ou fecal, através do contato direto com secreções de via respiratória (saliva), feridas que se formam nas mãos e pés e pelo contato com as fezes de pessoas infectadas ou através de alimentos e de objetos contaminados. Apesar de a pessoa infectada poder permanecer eliminando o vírus nas fezes após já terem desaparecido as lesões da boca, mãos e pés, o maior risco de contágio ocorre durante a primeira semana de doença.

 

Diagnóstico

 

O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas, localização e aparência das lesões. Em alguns casos, os exames de fezes e a sorologia podem ajudar a identificar o tipo de vírus causador da infecção. Por isso, é importante que em caso de suspeita de síndrome mão-pé-boca, os pais da criança procurem a unidade básica de saúde ou Unidade de Pronto Atendimento – UPA ou policlínica para receber o diagnóstico e orientações quanto ao tratamento e controle.

 

Tratamento

 

Ainda conforme nota técnica do CIEVS, não há tratamento específico para a doença. Em geral, como ocorre com outras infecções por vírus, ela regride espontaneamente depois de alguns dias. Por isso, na maior parte dos casos, o tratamento é sintomático, com antitérmicos e anti-inflamatórios. Os medicamentos antivirais ficam reservados para os casos mais graves. O ideal é que o paciente permaneça em repouso, tome bastante líquido e alimente-se bem, apesar da dor de garganta. É importante que a criança não vá à escola ou à creche durante este período para não contaminar outras crianças. Os pacientes internados devem ser mantidos em isolamento.

 

Medidas de Prevenção e Controle

 

Ainda não existe vacina contra a doença mão-pé-boca – SMPB. Porém, medidas de prevenção e interrupção da cadeia de transmissão são importantes. Veja as recomendações aos pais:

 

✔ Lavar as mãos antes e depois de lidar com a criança doente, ou levá-la ao banheiro, assim como, antes de comer ou de preparar as refeições.

✔ Higienizar os brinquedos das crianças diariamente;

✔ Trocar as fronhas e lençóis diariamente enquanto estiver com a doença

✔ Não compartilhar o uso de objetos pessoais ou brinquedos

✔ E também evitar romper as bolhas.

 

Confira também as recomendações para escolas e creches:

 

✔Afastar a criança acometida das atividades educacionais até o desaparecimento dos sintomas;

✔Todo o caso de SMPB deve ser encaminhado ao serviço de saúde para diagnóstico e orientações, quanto ao tratamento e controle;

✔Realizar ações de educação em saúde, com informações para as crianças e colaboradores da escola/creche;

✔Disponibilizar sabão líquido e papel toalha nas pias onde são realizadas a higienização das mãos das crianças e colaboradores, e o álcool em gel em locais que não tem pia;

✔Lavar as mãos com frequência;

✔Manter o ambiente escolar sempre bem arejado e limpeza das superfícies (mesas, carteiras, bancadas, brinquedos, maçanetas, bebedouros, etc.) três vezes ao dia com água e sabão. Em seguida passar o álcool a 70% com pano seco;

✔Comunicar a Unidade Básica de Saúde mais próxima, e a Vigilância Epidemiológica os casos suspeitos e confirmados ocorridos na escola para que avaliem a necessidade de medidas de controle;

✔Monitorar locais de maior risco (escolas, creches, clubes entre outros);

✔Todo o caso da doença deve ser encaminhado ao serviço de saúde para diagnóstico e orientações, quanto ao tratamento e controle;

✔Orientar profissionais de saúde quanto: às medidas de prevenção e controle da cadeia de transmissão, tratamento sintomático e notificação.

✔Manter uma boa hidratação da criança, com oferta de líquidos frequentes, diante das dificuldades de se alimentar, oferecer alimentos pastosos e frios, como gelatina, pudim, sorvete, o que facilita a ingestão;

✔A criança deve permanecer em casa durante o tratamento, até completa recuperação, e receber orientações para retorno pelo profissional que a acompanha.

✔É importante estabelecer o diagnóstico diferencial com outras doenças que também provocam estomatites aftosas ou vesículas na pele

 

De acordo com a responsável técnica da Gerência de Vigilância de Doenças e Agravos Transmissíveis, Dalila Nazário Barden, explica que quando identificado um caso da síndrome mão-pé-boca e outros dois casos ou mais relacionados ao mesmo paciente, caracteriza-se então um surto.

 

Nesses casos, é feita a investigação epidemiológica por parte da Vigilância Epidemiológica, que entra em contato com as famílias e também com as unidades escolares onde foi detectado um surto.

 

“Quando identificamos um surto, ou seja, dois ou mais casos no mesmo local, entramos em contato com a instituição de ensino e agendamos uma visita e in loco verificamos a existência de novos casos. Realizamos atividade de educação em saúde para controle e prevenção de novos casos com os funcionários da creche e orientações quanto à transmissão e sintomas. Além de informar a instituição que caso apareçam outros casos, eles podem notificar imediatamente a Vigilância.

 

Ao mesmo tempo, munidos das notificações das unidades de saúde, porque as mães são orientadas a encaminhar as crianças para a unidade de saúde mais próxima, entramos em contato com a família para buscar mais informações como os sintomas, quando começaram, se mais alguém da família apresentou os mesmos sintomas e se a mãe ou responsável tem conhecimento de outros casos. Fazemos a orientação, verificamos se foi coletado algum exame de sangue e/ou fezes e principalmente, se foi feito também a suspeita de outras doenças.

 

A Vigilância Epidemiológica, portanto, faz todas essas orientações, tanto nas creches, quanto com a família. Porém, o acesso com a família geralmente só ocorre quando recebemos a notificação da unidade de saúde ou quando obtemos a informação na instituição de ensino”, explica. (Com informações de assessoria)

 

Como Notificar a Doença à Secretaria Municipal de Saúde (SMS)

 

Qualquer pessoa pode entrar em contato através dos telefones:

3617-1485 / 3617-1609 / 99206-8618 - Gerência de Vigilância a Doenças e Agravos Transmissíveis – GEVIDAT

3617-1685 - Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde – CIEVS

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Recados


De: Rebotec para Ao Interessados
Recado:Ultimamente tá difícil a vida de pedreiro ou carpinteiro no município... Governo cria o MEI para legalizar a atividade e a administração fere a lei para se beneficiar em recolhimento acima do permitido. Em contrapartida têm em suas obras as ilegalidades trabalhistas onde não se sabe se ganham pela prefeitura ou pela empresa licitatória. Mas em tempo que vereador vai para o ponto P e bate no ponto C, fica difícil de um fiscalizar o outro. Enquanto isso vamos construindo uma cidade melhor, pois pelos órgão públicos o prejuízo é grande.
De: Contribuinte para Para Administração Pública
Recado:Boa tarde! A grande maioria dos pioneiros sabem da história complicada do Bairro Guaranorte. Sou morador do Jardim Vitória e estamos em recuperação de ruas, daquele jeito, mas está saindo. Agora o que me preocupou com tristeza é o descaso com o pessoal daquele bairro, para trafegar precisa tirar par-ou-impar entre os veículos. E aquela ponte de madeira! Alguém sabe se é patrimônio histórico? Até parece território desmembrado do município, lá também existe arrecadação de impostos (água, luz e telefone)... e votos. Seria ótimo serem lembrados... pronto falei.
De: Eterno Opositor para Contribuinte aloprado
Recado:Hein, fala mais com minha mão aqui. bibibi.... acho que você é alopradinho e não percebeu que também tinha testemunhas....mas....vi que é alopradinho, puxou estorinhas do baú, sítio do pica-pau amarelo, etc para querer parecer com a razão. beijinho