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MT:  Colégio Notre Dame proíbe a entrada de lanches saudáveis e a franquia denuncia

MT: Colégio Notre Dame proíbe a entrada de lanches saudáveis e a franquia denuncia

  • 08/05/2019
  • RD News

O Colégio Notre Dame de Lourdes - dos mais tradicional da Capial, de gestão católica - está proibindo a entrega de lanches saudáveis, produzido pela rede nacional de franquia Snack Saudável, aos alunos na hora do intervalo, desde o início deste mês. Contratadas pelos pais dos estudantes, a empresa afirma que a medida da instituição afastou mais de 100 clientes e pode gerar um prejuízo de R$ 17 mil. O lanche era composto de um suco, uma fruta e um alimento salgado rico em carboidratos.

“Eles poderiam ter tido é consideração com a gente, porque simplesmente fecharam as portas. Não nos atenderam, não nos receberam, não conversaram com a gente, nos trataram de uma maneira nem um pouco agradável”, reclama Douglas Alexander Fiori Berdo, proprietário da franquia em Cuiabá.

Snack Saudável é uma rede de franquias especializada em lanches saudáveis para estudantes. Ela está no mercado desde 2016 e, no país, já trabalha com 330 escolas e atende cerca de 4500 mil alunos. Em Mato Grosso, Douglas conta que, além da Notre Dame, atende outras oito escolas particulares na Capital.

“As instituições de ensino que promovem a vinculação ou obrigatoriedade de seus alunos na utilização de suas cantinas, ou seja, de seu cardápio de alimentos, apenas fomentam e consolidam monopólio mercantil na venda de seus produtos alimentícios, evidenciando a unicidade e exclusividade ilegal, restringindo a possibilidade de escolha ou aquisição de produtos de terceiros”

Advogado Marcelo Dornellas

A terça do dia 30 de abril foi o último dia que Douglas e sua equipe conseguiram entrar na escola para entregar os lanches, na hora do intervalo, aos alunos-clientes. Em maio, a entrada foi proibida, após a direção do colégio soltar um comunicado aos pais. A mensagem (que a franquia teve acesso) informava que a cantina irá produzir também lanches saudáveis e que, a partir de 1º de maio, a entrega do produto da Snack não seria mais permitido dentro da dependência da escola.

Douglas conta que entregava 140 lanches por dia no Notre Dame. Com a proibição, a franquia perdeu 100 clientes e amargou um prejuízo de R$ 17 mil. Eles arranjaram um jeito de entregar antes dos portões se fecharem de manhã e a tarde, mas agora só uma faixa de 30 a 35 pais ainda continuaram a contratar o serviço.

“Prejudicou a intenção da empresa que é o de entregar um lanche fresco. Perdemos muitos clientes. E temos aquele incomodo de ficar ali do lado de fora, no sol, entregando [os lanches]. Mas a gente não vai desistir, não”, avisa.

Douglas também criticou a falta de comunicação da direção do colégio. “Não passaram nada, nem nunca nos receberam. Nunca conversaram com a gente. Nunca deu informação para nós. Trabalhamos lá sem saber o que podia fazer e o que não podia”, desabafa. O proprietário da franquia disse que tenta há dois meses conversar com alguém da Notre Dame para falar sobre a entrega dos lanches.

Diretora nacional da franquia, Larissa Souza comenta que a empresa surgiu a partir da lacuna do mercado a partir de pais preocupados com a alimentação dos filhos e sem alternativas saudáveis nas cantinas. “A escola é provedora de educação, mas a alimentação é uma opção dos pais e alunos, porém o que está acontecendo é que o colégio quer concorrer com nosso serviço, nos proibindo de trabalhar e de cumprirmos o que foi acertado com os pais dos próprios estudantes”, pontua.

Para o advogado carioca Marcelo Dornellas de Souza, a restrição ao serviço promove conduta ilegal por parte da instituição de ensino. “As instituições de ensino que promovem a vinculação ou obrigatoriedade de seus alunos na utilização de suas cantinas, ou seja, de seu cardápio de alimentos, apenas fomentam e consolidam monopólio mercantil na venda de seus produtos alimentícios, evidenciando a unicidade e exclusividade ilegal, restringindo a possibilidade de escolha ou aquisição de produtos de terceiros”, diz.

Outro lado

 procurou a direção do Colégio Notre Dame de Lourdes para se posicionar sobre o assunto, mas a secretária da Diretoria informou que a diretora "não vai se comunicar".

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Recados


De: Rebotec para Ao Interessados
Recado:Ultimamente tá difícil a vida de pedreiro ou carpinteiro no município... Governo cria o MEI para legalizar a atividade e a administração fere a lei para se beneficiar em recolhimento acima do permitido. Em contrapartida têm em suas obras as ilegalidades trabalhistas onde não se sabe se ganham pela prefeitura ou pela empresa licitatória. Mas em tempo que vereador vai para o ponto P e bate no ponto C, fica difícil de um fiscalizar o outro. Enquanto isso vamos construindo uma cidade melhor, pois pelos órgão públicos o prejuízo é grande.
De: Contribuinte para Para Administração Pública
Recado:Boa tarde! A grande maioria dos pioneiros sabem da história complicada do Bairro Guaranorte. Sou morador do Jardim Vitória e estamos em recuperação de ruas, daquele jeito, mas está saindo. Agora o que me preocupou com tristeza é o descaso com o pessoal daquele bairro, para trafegar precisa tirar par-ou-impar entre os veículos. E aquela ponte de madeira! Alguém sabe se é patrimônio histórico? Até parece território desmembrado do município, lá também existe arrecadação de impostos (água, luz e telefone)... e votos. Seria ótimo serem lembrados... pronto falei.
De: Eterno Opositor para Contribuinte aloprado
Recado:Hein, fala mais com minha mão aqui. bibibi.... acho que você é alopradinho e não percebeu que também tinha testemunhas....mas....vi que é alopradinho, puxou estorinhas do baú, sítio do pica-pau amarelo, etc para querer parecer com a razão. beijinho