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Brasil aprova imunoterapia para tratamento de câncer de mama

Brasil aprova imunoterapia para tratamento de câncer de mama

  • 16/05/2019
  • Portal R7

O registro do atezolizumabe foi publicado nesta segunda-feira (13) no Diário Oficial; terapia prolonga vida de pacientes com tipo específico de tumor

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou o primeiro tratamento de imunoterapia para tratar pacientes com câncer de mama no país. O registro do atezolizumabe foi publicado nesta segunda-feira (13) no Diário Oficial da União.

Esse tipo de terapia aumenta a sobrevida de mulheres com um tipo de câncer de mama específico, o triplo-negativo, com expressão da proteína PD-L1, de 15 para 25 meses.

Segundo o oncologista Carlos Barrios, isso representa 15% das pacientes com câncer de mama, que normalmente são tratadas apenas com quimioterapia.

"Dentro desse grupo de triplo-negativo, 40% se beneficiam desse tratamento. Isso é definido por aquelas que apresentam a expressão da proteína PD-L1", explica.

O PD-L1 é um receptor localizado na superfície das células que indica a possibilidade de sucesso com o tratamento de imunoterapia.

A presença dessa proteína é identificada por meio de um exame chamado imuno-histoquímico. "Isso está associado a um conceito que é uma das estratégias mais importantes de avanço da oncologia que é identificar grupos de pacientes que tenham mais chance de responder aos tratamentos", afirma. 

"Triplo-negativo" se refere a um tipo de tumor que não apresenta um dos três biomarcadores mais usados na classificação do câncer de mama, que são receptor de estrógeno, receptor de progesterona e proteína HER-2.

Brasil é um dos primeiros países a aprovar tratamento

O médico ressalta que o Brasil é um dos primeiros países do mundo a aprovar esse tipo de tratamento. "Trata-se do primeiro tratamento que evidencia que a imunoterapia funciona para o câncer de mama. Antes, esse tipo de tratamento existia apenas para outros tipos de câncer, como pulmão e melanoma", afirma.

Barrios é um dos pesquisadores do estudo internacional que envolveu 246 centros médicos de 41 países e comprovou a eficácia do uso do imunoterápico atezolizumabe em conjunto com a quimioterapia para o combate desse tipo de câncer de mama. 

A pesquisa foi apresentada no Congresso Europeu de Oncologia (ESMO Congress), em outubro do ano passado e publicada na revista científica The New England Journal of Medicine em novembro. 

Esse estudo comprovou a redução de 38% no risco de progressão da doença ou morte do paciente e ganho de 10 meses de sobrevida.

A imunoterapia utiliza medicamentos que fazem com que o próprio sistema de defesa do organismo reaja às células cancerosas, combatendo-as. É considerado menos agressivo do que a quimoterapia, tratamento no qual o medicamento, ao combater as células cancerosas, também afeta as células saudáveis, causando efeitos colaterais.

No caso desse tratamento contra o câncer de mama, a imunoterapia é realizada por meio da aplicação de injeção a cada duas semanas com a função de ativar o sistema imune contra o tumor. "Está dirigida não contra o tumor, mas ao sistema imune, para acordar o sistema imune e fazer com que reconheça o tumor e o mate", explica. 

O câncer de mama é o mais comum entre mulheres no Brasil e no mundo, depois do de pele não melanoma, correspondendo a 29% dos casos novos a cada ano no país, segundo o Inca (Instituto Nacional de Câncer).

Estima-se que haja cerca de 59 mil casos novos por ano no país.

"Novas pesquisas estão sendo conduzidas para avaliar se a imunoterapia ajuda nos outros sub-tipos do câncer de mama. Embora essa seja uma excelente notícia, porque na doença triplo-negativa não haviam boas notícias há muitos anos, é importante destacar que estamos beneficiando só uma pequena porcentagem de mulheres. Ainda é preciso muito trabalho para encontrar remédios que funcionem para outros tipos de câncer de mama", afirma o pesquisador.

O tratamento será disponibilizado na rede privada e não ainda incorporado ao SUS.

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Recados


De: Rebotec para Ao Interessados
Recado:Ultimamente tá difícil a vida de pedreiro ou carpinteiro no município... Governo cria o MEI para legalizar a atividade e a administração fere a lei para se beneficiar em recolhimento acima do permitido. Em contrapartida têm em suas obras as ilegalidades trabalhistas onde não se sabe se ganham pela prefeitura ou pela empresa licitatória. Mas em tempo que vereador vai para o ponto P e bate no ponto C, fica difícil de um fiscalizar o outro. Enquanto isso vamos construindo uma cidade melhor, pois pelos órgão públicos o prejuízo é grande.
De: Contribuinte para Para Administração Pública
Recado:Boa tarde! A grande maioria dos pioneiros sabem da história complicada do Bairro Guaranorte. Sou morador do Jardim Vitória e estamos em recuperação de ruas, daquele jeito, mas está saindo. Agora o que me preocupou com tristeza é o descaso com o pessoal daquele bairro, para trafegar precisa tirar par-ou-impar entre os veículos. E aquela ponte de madeira! Alguém sabe se é patrimônio histórico? Até parece território desmembrado do município, lá também existe arrecadação de impostos (água, luz e telefone)... e votos. Seria ótimo serem lembrados... pronto falei.
De: Eterno Opositor para Contribuinte aloprado
Recado:Hein, fala mais com minha mão aqui. bibibi.... acho que você é alopradinho e não percebeu que também tinha testemunhas....mas....vi que é alopradinho, puxou estorinhas do baú, sítio do pica-pau amarelo, etc para querer parecer com a razão. beijinho