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MT:  Arquitetos criam ‘vaquinha’ para construir casa para senhora que vive com cinco netos em condições insalubres

MT: Arquitetos criam ‘vaquinha’ para construir casa para senhora que vive com cinco netos em condições insalubres

  • 12/06/2019
  • Olhar Direto

Cinco crianças, de 4,5,6,7 e 16 anos, vivendo com a avó. Amor não falta, mas as condições da casa assustaram a arquiteta Marina Zanchet Martelli quando visitou a família para doar cestas básicas. Olhando o chão de terra, o telhado furado, a estrutura frágil e o acúmulo de objetos pegos no lixão para ‘um dia, quem sabe’ fazer uma reforma, ela percebeu que só uma simples doação não seria suficiente. Foi aí que, junto a outros colegas de profissão, decidiu criar uma ‘vaquinha virtual’ para tentar construir um novo lar para Dona Jolina, de 69 anos.

Marina chegou até Dona Jolina por meio de uma amiga. “Ela me falou dessa senhora, disse que precisava muito. Ela trabalhava na casa dela como lavadeira muitos anos atrás, e por acaso ela tinha ido pedir óleo para cozinhar. Eles compraram e foram levar, mas quando viram o estado da casa, falaram comigo”.

A arquiteta fez uma primeira visita levando alimentos e roupas, mas sentiu a mesma sensação de impotência. Diante de tamanha pobreza e perigo iminente de até mesmo uma tragédia, decidiu fazer mais. “A casa não tem piso, o telhado está todo furado. Ela mesma construiu com um rapaz, então tem tijolo do lado certo, tijolo de outro lado... a impressão é de que a casa vai cair mesmo“. O que mais chamou a atenção de Marina neste primeiro dia foi o acúmulo de objetos. “Ela vai pegando coisas do lixão, porque a ideia era ampliar a casa. Mas acabou acumulando muita coisa, e não tem banheiro, não tem água encanada...”, lamenta.

Projeto

Depois do primeiro contato, Marina falou com alguns colegas que tinham se formado com ela e, juntos tiveram a ideia de abrir um Instagram para divulgar o projeto e pedir doações. “Abrimos o instagram numa sexta-feira e eu já tive dois depósitos na minha conta, mas não queria porque gera muita desconfiança. Na sexta-feira a noite mesmo a gente fez a vaquinha, e sábado já tínhamos uma doação bem legal”.

Os amigos fizeram uma avaliação estrutural da casa e concluíram que terão que construir a nova residência do ‘zero’. Da atual, não é possível aproveitar nada. Em um primeiro orçamento, calculando por metro quadrado, chegaram a um custo de R$100 mil para os materiais e a mão de obra. (Veja o projeto ao lado).

No entanto, desde que começaram o projeto, eles já conseguiram doações de alguns materiais, como piso. E eles mesmos doaram o projeto arquitetônico. Em breve, farão outro orçamento para chegar num custo do que ainda falta. “O que nós conseguirmos fazer, como reboco, pintura, a gente garante, mas a parte de construir a casa, não garantimos”, afirma Marina.

Dona Jolina mora com os cinco netos na casinha, que fica no bairro Construmat, em Várzea Grande. Quatro deles frequentam a escola, e o mais novo fica com ela em casa. Aposentada, ela tem uma renda de cerca de R$900 para sustentar a família, e conta com a ajuda de apenas uma filha.



Quem quiser ajudar o projeto pode doar na Vaquinha Virtual AQUI, ou entrar em contato com os organizadores pelo INSTAGRAM.


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Recados


De: Rebotec para Ao Interessados
Recado:Ultimamente tá difícil a vida de pedreiro ou carpinteiro no município... Governo cria o MEI para legalizar a atividade e a administração fere a lei para se beneficiar em recolhimento acima do permitido. Em contrapartida têm em suas obras as ilegalidades trabalhistas onde não se sabe se ganham pela prefeitura ou pela empresa licitatória. Mas em tempo que vereador vai para o ponto P e bate no ponto C, fica difícil de um fiscalizar o outro. Enquanto isso vamos construindo uma cidade melhor, pois pelos órgão públicos o prejuízo é grande.
De: Contribuinte para Para Administração Pública
Recado:Boa tarde! A grande maioria dos pioneiros sabem da história complicada do Bairro Guaranorte. Sou morador do Jardim Vitória e estamos em recuperação de ruas, daquele jeito, mas está saindo. Agora o que me preocupou com tristeza é o descaso com o pessoal daquele bairro, para trafegar precisa tirar par-ou-impar entre os veículos. E aquela ponte de madeira! Alguém sabe se é patrimônio histórico? Até parece território desmembrado do município, lá também existe arrecadação de impostos (água, luz e telefone)... e votos. Seria ótimo serem lembrados... pronto falei.
De: Eterno Opositor para Contribuinte aloprado
Recado:Hein, fala mais com minha mão aqui. bibibi.... acho que você é alopradinho e não percebeu que também tinha testemunhas....mas....vi que é alopradinho, puxou estorinhas do baú, sítio do pica-pau amarelo, etc para querer parecer com a razão. beijinho