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Hospital é condenado a indenizar vítima de AVC pela demora em atendimento

Hospital é condenado a indenizar vítima de AVC pela demora em atendimento

  • 21/08/2019
  • Híper Notícias

O Hospital São Mateus, em Cuiabá, foi condenado ao pagamento de R$ 30 mil a título de danos morais, pela demora em atender o paciente A.L.F., que estava com sintomas de Acidente Vascular Cerebral (AVC). A decisão é da juíza, Sinii Savana Bosse Saboia Ribeiro, da 9ª Vara Cível da Capital.

De acordo com os autos, A.L.F. alega que era portador de obesidade grau III e por isso foi submetido a uma cirurgia bariátrica. No entanto, após realizar o procedimento perceberam que ele apresentava sintomas estranhos, não conseguindo se comunicar direito e com dificuldades de mover os membros do lado direito do corpo.

O paciente ressalta que comunicou as enfermeiras sobre o que estava sentindo, entretanto elas não conseguiram localizar o médico responsável e afirmaram que os sintomas se tratavam de reação à anestesia.  

O paciente passou mal durante a noite toda e foi aconselhado pelas profissionais de saúde do hospital a procurar um médico particular.

“Assim, foi solicitado o médico particular que atendeu apenas no dia seguinte à tarde, oportunidade em que foi solicitada uma ressonância magnética e tomografia, sendo diagnosticado quadro de AVC no autor, que acarretou sequelas que o impossibilitam de ter coordenação motora do braço direito e função diminuída da perna direita”, diz trecho da ação.

Em defesa, o hospital apresentou contestação e documentos alegando que não foi responsável pelo AVC que o paciente sofreu e que não houve qualquer omissão no atendimento.

A DECISÃO

Na decisão, a magistrada destacou o laudo pericial que comprova que o homem foi vítima de um AVC e por isso deveria ter sido atendido imediatamente. “Quando antes ele for socorrido, maior será a chance de se recuperar sem que restem sequelas”, disse a juíza.

Savana pontua que houve falha grave na prestação do serviço e isso impediu o paciente de ter aumentada a chance de reduzir a extensão das consequências do AVC, a qual, “frise-se, era possível se o corpo de enfermagem tivesse dado a devida importância às queixas dos familiares e chamando a equipe de neurologia que se encontrava de plantão, independentemente do pré-aviso ao médico assistente”.

“Não há dúvidas de que o fato atingiu o patrimônio imaterial do autor, sendo inconteste o abalo moral sofrido em razão da falha do atendimento médico-hospitalar, do qual resultou sequelas permanentes, as quais, acaso tivesse recebido o adequado diagnóstico e tratamento a tempo, poderiam ter sido evitado ou levado a um desfecho menos danoso à integridade físico/psíquica do paciente”.

Por fim, além dos R$ 30 mil de indenização por danos morais, a juíza condenou o hospital ao pagamento de R$ 1 mil, a título de indenização por danos materiais.

“Condeno, ainda, a demandada, ao pagamento das custas processuais, bem como a arcar com os honorários advocatícios, que, nos termos do que preceitua os §§ 2º e 8º do art. 85 do CPC, arbitro em 15% (quinze por cento) sobre o valor da condenação”, finalizou Savana.

 

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Recados


De: Rebotec para Ao Interessados
Recado:Ultimamente tá difícil a vida de pedreiro ou carpinteiro no município... Governo cria o MEI para legalizar a atividade e a administração fere a lei para se beneficiar em recolhimento acima do permitido. Em contrapartida têm em suas obras as ilegalidades trabalhistas onde não se sabe se ganham pela prefeitura ou pela empresa licitatória. Mas em tempo que vereador vai para o ponto P e bate no ponto C, fica difícil de um fiscalizar o outro. Enquanto isso vamos construindo uma cidade melhor, pois pelos órgão públicos o prejuízo é grande.
De: Contribuinte para Para Administração Pública
Recado:Boa tarde! A grande maioria dos pioneiros sabem da história complicada do Bairro Guaranorte. Sou morador do Jardim Vitória e estamos em recuperação de ruas, daquele jeito, mas está saindo. Agora o que me preocupou com tristeza é o descaso com o pessoal daquele bairro, para trafegar precisa tirar par-ou-impar entre os veículos. E aquela ponte de madeira! Alguém sabe se é patrimônio histórico? Até parece território desmembrado do município, lá também existe arrecadação de impostos (água, luz e telefone)... e votos. Seria ótimo serem lembrados... pronto falei.
De: Eterno Opositor para Contribuinte aloprado
Recado:Hein, fala mais com minha mão aqui. bibibi.... acho que você é alopradinho e não percebeu que também tinha testemunhas....mas....vi que é alopradinho, puxou estorinhas do baú, sítio do pica-pau amarelo, etc para querer parecer com a razão. beijinho